sábado, 20 de novembro de 2010

Os Sistemas de Saúde Coletivos: Público e Privado

Hoje acordei e pensei: será que os sistemas de saúde coletivos estão exercendo seu papel de prevenir e curar doenças? Em relação ao sistema público brasileiro, nós temos discutido alguns aspectos sobre sua atuação ainda precária na prática mesmo sendo perfeito na teoria, sua dificuldade de gerenciar e monitorar políticas de saúde preventiva, entre outros que ainda poderemos levantar. Mas e os sistemas de saúde coletivos privados? Será que os planos ou convênios (ou seguros) de saúde e os serviços de saúde do trabalhador têm cuidado realmente de quem paga por eles? Tenho escutado muitas queixas sobre o tema e eu mesma tenho muitas experiências negativas, tanto como profissional (pelo abuso no pagamento com valores injusto...) quanto como cliente (com a espera sem fim para ser atendida ou marcar consulta com dois meses de antecedência ...). Será que é assim só no Brasil? E como anda a saúde no mundo? Vamos pesquisar para discutir....

3 comentários:

  1. Olá pessoal,
    Aqui na Ufrgs temos discutido muito a questão da prática do cuidado na APS. Em virtude do estágio que os alunos fazem durante a graduação percebemos que existe uma enorme distância entre a clínica da acadêmia e a clíni na APS. Muitas justificativas são apontadas, mas as principais são o estatus laboratorial ao qual se eleveu a clínica na academia e também a destruturação das unidades. Evidentemente que faço essa reflexão tendo como norte o cuidado odontológico. A soloução proposta aqui é de realizar seminários integrados entre os precptores (CD das UBS), professores e alunos no sentido de aproximar mais os dois mundos.
    No entanto, se ampliarmos a discussão quanto ao cuidado integral do indivíduo penso que muitos avanços foram conquistados através da da ESF e da regionalização dos niveis de atenção. Evidentemente que muitos outros passos nesse sentido precisam ser dados para que a integralidade do cuidado seja garantida o que também envolve financiamento e gestão.
    Quanto a prevenção acredito que ainda não rompemos suficientemente bem a barreira da prescrição. Nesse sentido observo que a idéia do ciclos de vida aproximou mais as atividades preventivas das necessidades dos indivíduos. Apesar de eu ver com certa restrição a proposta do Ciclo de vida, essa normatização pode ter contribuído nesse sentido.

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  2. Olá Otávio, vou concordar com você: a prevenção ainda é um sonho tendo em vista que o seu desenvolvimento vai muito além da área da saúde propriamente dita, passa pelo saneamento e pela educação principalmente. Acredito que os seminários com os preceptores aumenta o vínculo com o aluno, mas penso que é necessário incluir a comunidade também. Vajo ainda uma distancia muito grande da comunidade e do controle social no desenvolvimentos das atividades de saúde coletiva em geral.

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  3. Olá Josi! Lembrei do seu blog esses dias enquanto tentava fazer uma panorâmica pelo plano de saúde. Simplesmente eles não autorizam!!! Quantos problemas de saúde estão relacionados com a boca e o plano de saúde vira as costas...como se cuidar dos dentes fosse uma questão estética e não de saúde!

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