domingo, 19 de dezembro de 2010

Sistema de Saúde na Alemanha

Hoje vou postar uma breve descrição do Sistema de Saúde da Alemanha.


Agradeço desde já meu grande amigo Martin pela colaboração e pela delicadeza de me enviar no seu próprio português, que ele vem estudando e praticando há muito tempo e está cada vez melhor. Apesar de não ser um profissional da saúde, Martin, é um observador, cidadão do mundo e que se interessa por uma vida melhor. Tenho certeza que suas palavras engradecerão nosso blog e nossas discussões:


Oi galera interessada em temas de saúde...


Hoje tento de caracterizar um pouco o sistema em Alemanha. A Josi me pediu de escrever um pouco sobre a nossa situacao atual aqui. Entao vamos lá...

Financiamento

A maioria da populacao está assegurado em um seguro legal de doentes (Gesetzliche Krankenversicherung). A contribuicao orienta-se no nível do rendimento profissional mensal. Abaixo de condicoes especiais, sócios familiares nao pagam para ser assegurado no seguro legal de doentes. Por exemplo criancas ou uma esposa q nao trabalha e cuido do nené. O direito ao desempenho do seguro tem nada de ver com o nível da quota prestada.

Aproximadamente 10% da populacao alema entraram num seguro privado. Os prêmios dirigem-se a dimensao contratada de desempenho, o estado de saúde em geral, do sexo e também da idade de admissao.

Só 0,1 % até 0,3 % nao tem um seguro de saúde. As contribuicoes sao pagados iguais por empregados e patronatos. Segundo uma pesquisa da OECD do ano 2006, Alemanha gasta em comparacao de custos de saúde quase 10 % do PIB e fica na quarta posicao mundial. E por isso o sistema de saúde alemao é um dos mais caros do mundo. No ano 2007, 4,4 milhoes de pessoas trabalharam no setor de saúde (populacao alema: ca. 82 milhoes de habitantes). Eram quase 10 % dos empregados em total na Alemanha. Os custos para saúde, menos os inversoes, no ano 2006 totalizaram 234 bilhoes de Euros. Sao 2.700 Euro para cada pessoa (mulheres 3.160 € e homens 2.240 €). Para tratamento, rehabilitacao e cuidados de pessoas da terceira idade (> 65 anos; 17 % da populacao alema) os gastos totalizaram a 111 bilhoes de Euros. Sao 47 % dos custos para enfermidade.

Os custos mais altos de 24,6 bilhoes de Euros para o tratamento de pessoas da terceira idade pode se referir à doencas cardiovasculares. Depois seguem doencas músculo-esqueleto com 13,1 bilhoes, doencas psíquicas e de compartamento com 12,7 bilhoes de Euros assim como doencas do sistema de digestao com 9,8 bilhoes de Euros.

Uma nova pesquisa entre medicos e pacientes diz, que na comparacao internacional o sistema alemao é ruim. Muitos pacientes com seguro legal de doentes têm que esperar muito tempo para receber uma consulta. Depois esperam muitas horas no consultorio e o tratamento dura entre 3 e 8 minutos.

Mais que cada terceira pessoa tem a imagem que o medico nao deu o remédio certa ou recusou um tratamento especial por causa de custos. Aquele sentido tinham 38% dos pacientes com seguro legal de doentes e só 9% dos pacientes privados. O sentimento foi comprovado por os medicos. 55% dos medicos contaram, que recusaram tratamentos precisados por causa dos custos. Mais que cada décimo medico acontece isso com frequencia. Entretanto todo quarto entre dez medicos acontece isso nunca.



Os servicos de saúde alemaes é pior como muitos sistemas em comporacao internacional. 70% dos alemaes acham bom ou muito bom o sistema. Mas países vicinais como País-baixo, Suécia e Suiça avaliam o provimento pelos seus próprios países melhor.

Este ano foi lancado uma forma no setor de saúde. Mais de 70% dos cidadaos acham que os custos sao distribuidos injustos. A maioria ve a indústria farmacêutica dispensada com os custos e os segurados carregados demais.

Causas por problemas financeiros das caixas legais de saúde resultam-se em exorbitantos precos para remédios e no desenvolvimento demográfico. Um grande parte veja também que os alemaes consultam os medicos muitas vezes desnecessário. 70% dos medicos comprovam aquela avaliacao.

Martin Botzian, Hannover, Alemanha

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Alunos desinteressados ou professores desatualizados?

É um assunto que sempre surge em meus encontros com colegas que são professores: está cada vez mais difícil se sentir satisfeito com a arte de ensinar... e o problema não está só na insatisfação salarial ou falta de estrutura, a queixa mais recorrente é a falta de interesse dos alunos. Claro que sempre existem as exceções,  um ou outro aluno que tem "fome de conhecimento", mas de uma forma geral os jovens acadêmicos se mostram sem empolgação pelas aulas. Aí fico pensando... será que os alunos são desinteressados mesmo? Ou os professores é que estão desatualizados? Por favor não quero causar polêmica, nem criticar ninguém, é um momento de reflexão: quando me refiro ao termo "desatualizado" não quero discutir sobre aspectos técnicos e científicos da profissão ou tema ensinado. "Desatualizado" seria o modo como se tentar orientar ou ministrar uma aula a esses jovens, que no momento atual fazem parte de uma geração de iPad, MP4, Internet,... e uma série de tecnologias modernas e de informações cada vez mais rápidas.
Será que as "técnicas de didática" que aprendemos nos mestrados e doutorados precisam ser revistas? Ou estamos diante de uma geração entregue à preguiça ou descaso e, consequentemente, futuros maus profissionais? E u prefiro ficar com a primeira opção, pois essa segunda me assusta muito!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reflexão sobre gestão de trabalho na Estratégia Saúde da Família


      Achei muito interessante o trabalho da Laíse Rezende de Andrade, sugerido pelo Otávio para discussão. São muitos aspectos relevantes, então optei começar pelo objetivo principal da dissertação dela: quais são as possibilidades e os limites da proposta de gestão do trabalho para o enfrentamento de problemas como o provimento, fixação e qualificação dos trabalhadores para a Estratégia de Saúde da Família (PSF)? No caso do trabalho da Laíse, ela considera o papel da Fundação Estatal Saúde da Família para tentar responder essa questão na Bahia. Aqui nós poderemos comentar o que está sendo realizado no nosso Estado ou Município para tentar solucionar a mesma questão. O que vocês acham?
     Tenho alguma experiência no município de Teresina, Piauí, onde trabalhei como dentista do PSF por dois anos e onde acompanho a mais tempo, como observadora, as tentativas de melhoria da gestão de trabalho no PSF. Aqui, a Fundação Municipal de Saúde fez algumas adaptações na proposta inicial do PSF como a organização das equipes com carga horária de trabalho de 6 horas, considerado horário corrido trabalho, para ajustar a falta de salas e consultórios suficientes para todas as equipes implantadas e para tentar fixar o profissional na função. Aqui, a fixação do profissional se refere principalmente ao médico (a), que geralmente apresentava outros campos de trabalhos mais lucrativos e não tinha interesse em trabalhar no PSF no horário convencional. A categoria médica ainda conseguiu, antes dos outros profissionais do PSF, uma agenda para a implementação de um plano de carreira e salários, o que melhorou significativamente a remuneração da mesma. Os demais profissionais das equipes estão discutindo seus planos.
       Outra estratégia da Fundação Municipal foi a realização de concurso público para contração de profissionais para o PSF, mesmo existindo a contratação de serviços prestados, essa é sem dúvida a iniciativa mais democrática de contração.
Entretanto, as condições de trabalho ainda são muito precárias. Falta estrutura física adequada, meios de transporte suficientes para realizar visitas domiciliares e motivação do profissional por meio de capacitação adequada às atividades desenvolvidas.
     Certamente outras experiências em estados, municípios ou aqui mesmo em Teresina podem complementar e engrandecer essa discussão. Estamos esperando.

sábado, 20 de novembro de 2010

Os Sistemas de Saúde Coletivos: Público e Privado

Hoje acordei e pensei: será que os sistemas de saúde coletivos estão exercendo seu papel de prevenir e curar doenças? Em relação ao sistema público brasileiro, nós temos discutido alguns aspectos sobre sua atuação ainda precária na prática mesmo sendo perfeito na teoria, sua dificuldade de gerenciar e monitorar políticas de saúde preventiva, entre outros que ainda poderemos levantar. Mas e os sistemas de saúde coletivos privados? Será que os planos ou convênios (ou seguros) de saúde e os serviços de saúde do trabalhador têm cuidado realmente de quem paga por eles? Tenho escutado muitas queixas sobre o tema e eu mesma tenho muitas experiências negativas, tanto como profissional (pelo abuso no pagamento com valores injusto...) quanto como cliente (com a espera sem fim para ser atendida ou marcar consulta com dois meses de antecedência ...). Será que é assim só no Brasil? E como anda a saúde no mundo? Vamos pesquisar para discutir....

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Cirurgião-dentista brasileiro

Gostaria de sugerir a leitura do livro Perfil Atual e Tendências do Cirurgião-Dentista Brasileiro. Pode ser acessado pelo site: http://www.apcd.org.br/anexos/noticia/perfil_cd_brasileiro.pdf. Apesar de certas dificuldades técnicas na obtenção de alguns dados, as autoras tiveram uma iniciativa muito importante para fonte de reflexão sobre a profissão e sua realidade atual. Acredito que mais trabalhos regionais possam ser realizados com essa temática e que esses serão de grande valia no preenchimentos de algumas lacunas ou dúvidas que sugiram nesse livro.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desvalorização do profissional ou da saúde coletiva?

Meus últimos encontros com profissionais da saúde, principalmente os que exercem a saúde coletiva não têm sido muito festivos. É um festival de reclamações, falta de esperança dos sistemas públicos de de planos privados e desistímulo para exercer seu papel social com dignidade e orgulho,  A maioria relata ir trabalhar para receber o salário no fim do mês, desenvolve tarefas triviais e não faz o menor esforço para melhorar ou tentar alterar sua condição de trabalho. Será desvalorização do profissional? Ou da saúde coletiva? Tenho refletido e acredito que são as duas situações. Vejo a formação dos profissionais da saúde cada vez mais precária e o poder público ou privado cada vez menos interessado em invertir na saúde coletiva. E o que devemos fazer? Cruzar os braços? Seguir de cabeça baixa? O que vocês acham?

Hoje é dia de começar a pensar...

Gostaria de deixar registrado nesse espaço meus pensamentos e idéias sobre a saúde coletiva, principalmente na área da saúde bucal e odontologia. E ficaria muito feliz em ter a participação de vários colaboradores com discussão de temas, críticas e comentários. Vamos lá!